| |
No dia 4 de Janeiro deste ano, de manhã, ao sairmos para levar os nossos filhos à escola, eu e o meu marido deparamo-nos com um "cão" sentado no nosso tapete, à porta do apartamento em que vivemos.
Todos nós amamos cães e animais em geral, mas sempre tivemos a ideia de que jamais poderíamos ter um em casa. Temos uma trataruga - a TUGA - que já nos dá trabalhito! :-)
A muito custo, lá encaminhamos o pobre bichinho para a rua, com um enorme nó no estômago por não podermos fazer nada...
À tarde, depois do almoço, o meu marido regressou a casa e, incrivelmente, o animal estava novamente à nossa porta - alguém deve ter aberto a porta do prédio e ele escapuliu-se por ali acima - e o meu marido telefonou-me: "Oh, Sónia, eu não sei o que faça. O bichinho está ali e não sai.... parece estar com fome e está com um olhar muito triste"...
Disse-lhe para lhe dar alguma coisa para o animal comer, afinal de contas, é horrível ver animais com fome e nós não fazermos nada. Ele assim fez. Deu-lhe fiambre! :-)
Eu estava no trabalho e, depois daquele telefonema, trabalhei com um nó no estômago incrível, mas resisti para não telefonar ao Eduardo, para perguntar como estava o bichinho...
Entretanto, depois de alimentar o animal, ele voltou a pô-lo na rua, esperando que regressasse para casa, para o pé dos donos.
Ao fim do dia, entretanto, fui levar os meus filhos à natação e o meu marido foi connosco. Quando os 4 voltamos a casa, surpresa: o animal lá estava de novo, muito triste.... Entramos em casa e fechamos a porta, pois sentiamos que não podíamos ficar com ele.
Dentro de casa, o meu coração rebentava. Abri a porta e acariciei aquela que, descobri nesse momento, era uma cadelinha, muito meiga, muito doce, cheia de fome e sede. O meu marido e os miúdos foram buscar água e ele bebeu sofregamente. Aí, enquanto lhe fazia festinhas, reparei o quão sujinha estava e que tinha uma ferida numa pata, que estava inflamada e com mau aspecto.
Peguei nela ao colo e o meu amarido questionou-me" O que vais fazer com ela"?
Eu apenas respondi: "Amanhã não sei o que vou fazer. Agora... Agora vou dar-lhe dar banho, alimentá-la e desinfectar-lhe esta ferida. Amanhã... Olha, amanhã, não sei! Vamos ver".
E foi assim que a Nina - como lhe chamamos - entrou para nunca mais sair da nossa casa.
Foi ela que nos escolheu, foi ela que nos adoptou. Porque é que ela veio consecutivamente para a nossa porta, é algo que para nós continua um mistério. Ainda tentamos ver na vizinhança se ela pertencia a alguém, mas o que sentimos é que ela nasceu naquele dia, para nós.
O que é certo é que, para mim e para o meu marido, temos a sensação de que temos mais uma filha. Agora a nossa família tem 5 elementos e não abdicamos da Nina por nada! o Afonso e a Amanda, os meus filhos lindos, tratam-na por "mana peluda" e é maravilhoso vê-los aos 3 a brincar!
Levamo-la à veterinária, onde nos foi dito que ela tem cerca de um ano/ ano e meio, foi desparasitada, levou as vacinas, colocamos-lhe o chip - ela não tinha, logo não deveria ter dono - e agora é NOSSA!
E todos os dias agradeço a Deus a benção que foi colocar-nos a Nina no caminho. A nossa família já era feliz, mas agora somos mais unidos, andamos mais alegres e, afinal, até chegamos à conclusão de que é possível ter um animal de estimação lá em casa, e que só nos enche o coração de alegria!
OBRIGADA, NINA!
GOSTAMOS MUITO DE TI, BICHINHA LINDA!
Sónia, Eduardo, Afonso e Amanda: somos a tua família! Ah, e a TUGA também! :-)
|